segunda-feira, 20 de junho de 2011

A minha viagem a Itália


              
Parti do Porto no dia 10 de Junho em direcção a Itália. Aterrei no aeroporto de Bolonha/Cesena. Fomos para o Hotel jantar e dormir.
No dia seguinte, depois de um bom pequeno-almoço fui para o Santuário de Monte Alverne, local onde S. Francisco recebeu os estigmas. Vi o sítio do túmulo dele, a casa dos pais. Tinha uma linda Basílica com uma torre muito alta e por dentro era muito linda.
Depois do almoço viajei para Gréccio, localidade onde começou a tradição do presépio.
No terceiro dia, pernoitei em Roma e passei toda a manhã no Vaticano onde assisti à missa rezada pelo Santo Padre. Foi uma maravilha e um espectáculo: ver o Santo Padre ao vivo, muitos Cardiais, bispos, padres e Seminaristas, toda a cerimónia. A Basílica com muitas talhas douradas e flores tudo ao natural, coisa tão linda que eu nunca tinha visto na minha vida.
Vi a janela onde o S. Padre fala. Ainda fica longe da praça, na televisão Parece que está pegada.      
Durante a tarde passeamos pelas ruas da Cidade e à noite partimos para Assis.
Na manhã do quarto dia fomos ver a Basílica de Santa Clara onde se encontra o seu corpo e o crucifixo onde S. Francisco ouviu o chamamento de Deus. Também fui ver a Basílica de S. Francisco de Assis, com os frescos de Giotto, onde S. Francisco e os seus primeiros companheiros se encontram sepultados.
Depois do Almoço partimos para o aeroporto de Pisa para embarque em voo com destino ao Porto.
Gostei muito de andar de avião, era engraçado ver as nuvens e as casas tão pequeninas lá tão longe.
Maria da Conceição

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O rebuçado instrutivo

      
                                       
             No planeta Bih não existem livros, o saber vende-se e consome-se em garrafas.
            A História é um líquido vermelho que parece sumo de romã, a Geografia um líquido verde mentol, a Gramática é incolor e sabe a água mineral. Não existem escolas, estuda-se em casa. Todas as manhãs, conforme a idade, têm de emborcar um copo de História, algumas colheradas de Aritmética e assim por diante.
            E vocês acreditam que, mesmo assim, ainda fazem birras?
            - Vá lá – diz a mãe – não sabes como é boa a Zoologia. É doce, dulcíssima! Pergunta à Carolina! (que é o robô electrónico de serviço.)
            A Carolina, generosamente, oferece-se para provar o conteúdo da garrafa. Deita um nadinha no copo, bebe, dá um estalo com a língua:
            - Hum! Que boa! – exclama. E logo começa a recitar Zoologia: «A vaca é um quadrúpede ruminante, alimenta-se de erva e dá-nos o leite com chocolate.»
            - Viste? – pergunta a mãe, triunfante.
            O estudante hesita, mas acaba por engolir as suas lições.
            Para as crianças dos infantários existem rebuçados instrutivos: com sabor a morango, a ananás, a banana e contendo algumas poesias, os nomes dos dias da semana e a numeração até dez. Um cosmonauta meu amigo trouxe-me de recordação um desses rebuçados. Dei-o à minha filha e ela começou logo a recitar uma lengalenga estrambótica na língua do planeta Bih, que era mais ou menos assim:
                  Anta anta
                  Pêro pêro
                  Penta pinta
                  Pim porém.
                  E eu fiquei sem perceber nada.
Gianni Rodari, Novas histórias ao Telefone, Teorema
Nuno Costa, em 02/06/2011

Por que razão não existem livros no planeta Bih?
   R: Por que o saber vende-se e consome-se em garrafas.

2. Ligo os que se relacionam, de acordo com o texto que li.
            líquido vermelho ------ História
            líquido incolor ---------- Gramática                                                
            líquido verde ------------ Geografia                                                         

3. Para quem são dados os rebuçados instrutivos?
   R: Era para as crianças dos infantários e para a filha do cosmonauta.

4. Que sabores têm os rebuçados instrutivos?
   R:  Sabor a sumo de romã, de mentol e água mineral.

5. O que ensinam os rebuçados instrutivos?
   R: Ensinam algumas poesias, os dias da semana e a numeração até dez.

6. Assinalo com X a resposta que acho mais correcta e completo-a.
     A história que li é…
     X inventada, porque não há nenhum planeta Bih.
     verdadeira, porque

7. Explico por outras palavras o sentido das frases seguintes.
     Todas as crianças têm de emborcar um copo de História.
     Todas as crianças têm de estudar um pouco de História.
     A vaca é um quadrúpede ruminante.
     A vaca é um animal de quatro patas e rumina.
     Começou a recitar uma lengalenga estrambótica.
     Começou a recitar uma lengalenga esquisita.

8. Completo as frases com as formas verbais correctas.
    No planeta Bih era (ser) tudo muito engraçado.
    Eu li (ler) a história antes de fazer esta ficha de trabalho.
    Se eu pudesse (poder) ia fazer uma visita ao planeta Bih.

9. Escrevo palavras do texto em que a penúltima sílaba seja tónica.
     leite ----- livros ----- verde ----- erva ----- garrafas
10.  Assinalo com X a opção mais correcta.
robô tem um ----- acento agudo              acento grave            acento circunflexo X
               à tem um ----- acento agudo                    acento grave X         acento circunflexo
               ananás tem um ----- acento agudo X      acento grave             acento circunflexo

11. Completo, seguindo o exemplo dado.
       doce ----- dulcíssima                                            má ----- mazíssima (péssima)
       azeda ----- azedíssima                                         quente ----- quentíssima                

quinta-feira, 16 de junho de 2011

AUTOBIOGRAFIA

Tal como o nome o indica, autobiografia é o relato oral ou escrito que alguém faz da sua própria vida. É um género literário em prosa, que consiste na narração da experiência vivencial do indivíduo, levada a cabo por ele próprio.» in Wikipédia

Capítulo VI

Episódios mais marcantes

O que me marcou mais foi uma vez que eu tirei à minha mãe, 2 meios tostões, para eu comprar um pão para comer. A minha mãe bateu-me.

Quando eu era pequenina tinha uma vizinha que dava uma cafeteira de leite para o meu pai que era doente. Eu depois fui lá buscá-lo e tirei lá um tostão que estava em cima da mesa. Quando cheguei a casa dei-o ao meu pai. O meu pai bateu-me tanto que fiquei toda preta e mandou-me ir lá pô-lo. Voltei a colocar o tostão em cima da mesa.

Quando eu era pequenina, eu e a minha irmã ficávamos em casa e o meu pai e a minha mãe iam pedir e só chegavam à noite a casa. Só nessa altura é que nos comíamos o que eles traziam. Algumas vezes deixava-nos pão e quando não tínhamos esperávamos que eles viessem esperando por eles à porta de casa porque tínhamos medo de estarmos em casa sozinhas, no escuro. Por vezes eram os vizinhos que nos conheciam e nos davam broa e sopa para comer.

Na altura, nós não tínhamos electricidade nem gás, eu ajudava a minha mãe a arranjar lenha para cozinhar. Trazíamos à cabeça a lenha que encontrávamos no chão das matas para cozinhar e nos aquecermos.

Uma vez, a senhora para quem eu, às vezes, trabalhava mandou-me vir vender flores para Lamego. Trazia uma cesta cheia de flores. Devia ter cerca de dez anos e vim com a cesta à cabeça com outras pessoas que vinham para a feira. Não consegui vendê-las. Quando regressava, ao chegar ao Relógio de Sol, com medo que ela me ralhasse, deitei-as fora. Quando cheguei a casa a senhora perguntou-me pelo dinheiro e eu disse-lhe que a polícia me tinha multado por ter ido descalça. Nunca mais fui vender porque não tinha calçado.
Menti porque ninguém me comprou e ainda tinha de ir de novo carregada com elas para casa.

Quando fui trabalhar para o hospital, tinha eu 14 anos, eu era interna, comia e dormia lá. Ganhava pouco dinheiro e não dava para nada, quando começámos a ganhar 500 escudos fomos para a quinta fazer um baile, porque não sabíamos o que fazer a tanto dinheiro.
Quem mandava lá eram as freiras que já lá estavam há 100 anos. Estive com elas mais de 30 anos. Quando as mandaram embora ficamos a ser mandados por uma comissão instaladora e deixámos de dormir, comer e viver no hospital. Fiquei sem casa e tive que arranjar um quarto na cidade.


Um dia da minha reforma:

Já não tenho de me levantar cedo para trabalhar, estava livre de todas as tarefas do hospital. Fiquei toda contente.
Levanto-me pelas 8h, arranjo-me, tomo o pequeno-almoço e vou para a APITIL, todo o dia para conversar com as pessoas amigas e jogar as cartas, fazer actividades como, jogar o boccia com os outros utentes de outras Instituições, cantar, dançar, fazer ginástica, teatro, natação, para nos divertimos, etc. Almoço na APITIL e só regresso a casa por volta das 17.30h. Perto das 19.00h vou para a escola. É assim que passo normalmente os meus dias.

          O Domingo de Páscoa de 2011, para mim, foi muito bonito porque foi Jesus Cristo fazer uma visita a minha casa. Fiquei muito contente com uma visita tão importante. O que trazia a cruz era irmão da D. Ana, o que tocava a campainha era o senhor Luís, o que fazia de padre era uma menina que se chamava Tatiana Taveira, de Penude. Gostei muito mas não era como antigamente.

Quando eu era pequenina, a Páscoa era muito diferente do que é hoje. O senhor Padre é que ia fazer a visita às casas das pessoas. Era um compasso com muita gente, conforme ia passando a canalha ia atrás a correr e a brincar. As pessoas recebiam o senhor nas suas casas e iam logo a seguir voltar a recebê-lo em casa dos vizinhos e amigos. Era durante todo o dia e ainda ficava para segunda-feira. Era outra festa.

                   Acompanhei muitas vezes a minha mãe, a “dar o dia” para as quintas dos Montenegros. Trabalhava-se de sol a sol. Às 9 Horas da manhã, o patrão dava-nos meia dúzia de azeitonas, para cada um, para comermos com o pão que levávamos de casa. Depois, ao meio dia dava-nos uma sardinha assada que comíamos com o nosso pão e uma tigela de sopa e água. Despegávamos quando o sol se punha. Quando era tempo de merendas, também nos davam seis azeitonas para comer com o nosso pão, se tivéssemos.
Os maiores patrões não davam mais do que azeitonas, sopa e de vez em quando, uma sardinha. Quando íamos para os proprietários mais pequenos, tratavam melhor os trabalhadores, comia-se melhor. Ao almoço davam sopa e sardinha e pão e água-pé. Ao meio-dia davam o conduto, isto é, batatas guisadas, ou massa ou arroz, e um copo de vinho e água-pé todo o dia. Só íamos para casa à noite comer a nossa casa.

 Agora vou contar como era o Domingo quando eu era pequena. De manhã ia à missa, depois vinha para casa e de tarde ia para catequese. Uma vez na missa fiz uma partida: atei os xailes de umas mulheres às outras, sem elas darem conta. Depois o resto da tarde, era para brincar com os outros meninos da minha idade: jogava ao pião, a bola, o botão, a macaca, o arco, a corda, o pateiro e ao cavalinho alto. Quando era noite íamos para casa cear e dormir.

A noite de consoada da minha infância, era muito diferente do que é hoje. Em minha casa não se fazia o presépio, apesar de sermos católicos, porque não tínhamos as figuras. A ceia era igual ao jantar de hoje, comíamos batatas cozidas com bacalhau e couves, fritas de farinha e rabanadas. No fim, jogávamos o rapa com confeitos. Não havia prendas para ninguém, em minha casa.
No dia da consoada, os trabalhadores despegavam ao meio da tarde.

Escrito na escola nº 1 de Lamego, curso de alfabetização, em 16 Junho de 2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A tentação de Pinóquio



                                                  
          Assim que acabou de nevar, Pinóquio, com o seu belo livro de leitura novo debaixo do braço, meteu pela estrada que conduzia à escola e, enquanto caminhava, fantasiava, no seu cérebro, mil raciocínios e construía muitos castelos no ar, cada um mais bonito que o outro.
           E assim ia pensando:
           «Hoje, na escola, vou aprender a ler rapidamente; amanhã aprenderei a escrever e depois de amanhã a fazer contas. Então, com a minha habilidade, hei-de ganhar muito dinheiro e, com as primeiras moedas que me chegarem ao bolso, quero dar ao meu paizinho um belo casaco de lã. Mas que digo eu, de lã? Não, quero mandar fazer-lho todo de prata e de prata e de ouro e com botões de brilhantes. Que aquele pobre homem bem o merece, porque realmente, para me comprar o livro para que eu aprenda, ficou em mangas de camisa… e com este frio! Só os pais são capazes de tamanhos sacrifícios!»
           Enquanto pensava nisto, muito comovido, pareceu-lhe ouvir ao longe música tocada por pífaros e tambores: pi-pi-pi, pi-pi-pi, pi-pi-pi, zum, zum, zum, zum. Pôs-se à escuta. Os sons vinham do fundo de uma comprida transversal que levava a uma aldeiazita perto da praia.
           - O que será esta música? É pena ter de ir à escola, senão…
           E ali ficou, perplexo. Precisava de tomar uma decisão: ou ir à escola ou ficar a ouvir os pífaros.
           - Hoje vou ouvir os pífaros e amanhã vou à escola: para ir à escola estou sempre a tempo – concluiu finalmente aquele traquina encolhendo os ombros.
           Dito isto, enfiou pela transversal e começou a correr quanto podia.
Carlo Collodi, As Aventuras de Pinóquio, Caminho
Nuno Costa, em 01/06/2011

1. Em que pensava Pinóquio a caminho da escola?
   R: Pensava o que ia aprender na escola.

2. A meio dos seus pensamentos, de quem se lembrou Pinóquio?
   R: Ganhar muito dinheiro.

3. Que peça de vestuário pensou Pinóquio oferecer a seu pai com o primeiro dinheiro que ganhou?
   R: Um casaco de lã.

4. Que espectáculo anunciava a música que Pinóquio ouviu?
   R: Ouviu ao longe música tocada por pífaros e tambores: pi-pi-pi,  pi-pi-pi, zum, zum, zum.

5. A certa altura Pinóquio ficou indeciso: ou ia à escola ou ficava a ouvir a música. Que decisão acabou por tomar?
   R: Ficou a ouvir a música.

6. Assinalo com X a opção correcta, de acordo com o sentido do texto.
   A certa altura Pinóquio foi desviado dos seus pensamentos porque…

           viu uma borboleta muito grande.
           ouviu ao longe música tocada por pífaros. X
           ouviu ao longe música estranha.
           ouviu ao longe a chegada de um automóvel.

7.  As aventuras de Pinóquio é um livro célebre. Quem o escreveu foi um escritor italiano.
   Escrevo o seu nome.  Nome: Carlo Collodi

8.  Escrevo palavras da família de…

              livro                      escola                         rua                           camisa
            livraria                   escolinha                     ruada                       camisaria                        
            livreiro                    escolar                       ruela                        camiseira                           
            livrinho                 escolaridade                 ruazinha                    camiseiro                      
                         
9.  Procuro no texto e escrevo palavras com…

   uma sílaba       duas sílabas          três sílabas                  cinco sílabas
        que                   assim                   acabou                          fantasiava 
        com                  nevar                    leitura                          rapidamente
         mil                    belo                     debaixo                        aprenderei
         um                    livro                     estrada                         habilidade
         ler                     ovo                     cérebro                         aldeiazita
         dar                    braço                  castelos                        sacrifícios                
         lã                      meteu                    bonito                        espectáculo

10. Leio a frase “Hoje vou aprender a ler.” e escrevo-a no:
     Plural   - Hoje vamos aprender a ler                                 
     passado  - Ontem aprendi a ler  
     futuro – Amanhã aprenderei a ler
                                                             
11. Escrevo o feminino das seguintes palavras.
     Ex.: campeão - campeã
 peru - perua                           actor - actriz                                  marido - mulher
cidadão – cidadã                    mocetão - mocetã                          freguês - fraguesa
anão - anã                             solteirão - solteirona                        padrinho – madrinha
aldeão - aldeã                       perdigão - perdigota                          imperador - imperatriz

12. Ligo as formas verbais aos respectivos verbos seguindo o exemplo:


                       foi................ir                                   houve...................haver                             
                   
                      são...............ser                                 meteu...................meter                                              
                      ficou.............ficar                               darei....................dar                                                                                                                    

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Quatro meses depois

                                         
Todos os anos, nos últimos dias de Janeiro, sempre muito frios, húmidos e escuros, a velha Luciana colocava com muito cuidado, um por um, dúzia e meia de ovos dentro de um velho caixote de madeira carunchosa, quase cheia de palha seca. Depois, muito devagarinho, levava o caixote para a cozinha e pousava-o debaixo do forno de cozer o pão, que era um sítio quente e sossegado.
A seguir ia ao galinheiro e agarrava pelas asas uma galinha choca, que não parava de cacarejar, muito aflita. A velha Luciana falava com ela de mansinho, levava-a para a cozinha e punha-a no caixote, por cima dos ovos.
A galinha calava-se, mexia nos ovos com as patas e com o bico, abria as asas, e ali ficava aninhada horas e horas, dias e noites, noites e dias.
Três semanas depois as cascas dos ovos estalavam sem fazer barulho e abriam-se de mansinho para que os pintainhos, assustados, trôpegos e húmidos, vissem a luz do dia.
A galinha voltava a cacarejar, saía do caixote, e ia passear levando dezoito pintainhos, pretos, brancos e amarelos, atrás dela. Muito contente, a velha Luciana dava arroz e migalhas à ninhada.
Quatro meses depois os pintos estavam transformados em frangos muito grandes e muito gordos. No sétimo dia de Maio, muito antes do sol nascer, a velha Luciana vestia uma roupa bonita, bebida uma malga de café, comia uma fatia de broa, punha os frangos dentro de um cesto e uma rede por cima deles. Atava a rede com um cordel e depois punha o cesto à cabeça e começava a caminhar. Andava quilómetros e quilómetros a pé com o cesto à cabeça cheio de frangos a cantar.
Depois de muito ter caminhado chegava finalmente à feira. E mal punha o cesto no chão, logo vendia os frangos. Com o dinheiro que recebia comprava uma saia, um lenço para a cabeça, uma blusa, um par de sapatos de tacão raso, um chapéu de palha com fita azul e um vaso com uma flor.
António Mota, O galo da velha Luciana, Gailivro
Nuno Costa, em 26/5/2011

1. Em que Estação do ano se passa esta história?
   R: No Inverno.

2. Assinalo com X a opção correcta, de acordo com o texto.
              No caixote velho, os ovos ficavam…

                   por cima de um cobertor.                               por cima de palha moída.
                   por baixo de palha.                                           por cima de palha seca. X

3. Quantos dias ficava a galinha em cima dos ovos até começarem a nascer os pintos?
   R: Ficava aninhada horas e horas, dias e noites, noites e dias.

4. Assinalo com X a opção correcta, de acordo com o sentido do texto.
              A velha Luciana alimentava os pintos com:
                  arroz e massa                                                      milho e couves
                  migalhas e arroz X                                              arroz e farelo

5. Em que data costumava a velha Luciana ir vender os dezoito frangos muito grandes e muito gordos?
   R: No sétimo dia de Maio.

6. Como é que a velha Luciana fazia para chegar à feira com os frangos?
   R: Andava quilómetros e quilómetros a pé com o cesto à cabeça cheio de frangos a cantar.

7. O que é que a velha Luciana fazia depois de ter vendido os frangos?
   R: Com o dinheiro que recebia comprava uma saia, um lenço para a cabeça, uma blusa, um par de  sapatos de tacão raso, um chapéu de palha com fita azul e um vaso com uma flor.

8.  Completo as frases com esta (determinante demonstrativo) ou está (verbo).
   a)                  esta história está engraçada.
   b)                 esta menina já está na escola?!
   c)                  esta janela está aberta.
   d)                 Quero esta caneta que está por estrear.

9. Escrevo os adjectivos que qualificam os dias de Janeiro.
   R: frios, húmidos e escuros.

10. No texto há alguma frase de tipo interrogativo?
     R: Não há.

11.  Completa o quadro.
                                      masculino                                                 feminino

                    singular                         plural                   singular                         plural
                     frango                          frangos                   pata                             patas 
                     escuro                          escuros                   velha                           cascas                                                                                              galinha                       migalhas                                                                                                                                                    trôpegas
                      frio                               frios                        aninhada                      
                     forno                             fornos

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O senhor Afonso

            

                        
            O senhor Afonso vivia sozinho numa casa muito pequena e era muito mais velho que nós. Ele 
costumava dizer que tinha quarenta mais trinta anos.
            Eu gostava muito do senhor Afonso e achava normal que ele tivesse quarenta mais trinta anos. Também achava natural que ele brincasse connosco, nos fizesse brinquedos de madeira, e que de vez em quando nos chamasse para dentro da sua cozinha escura e pobre e nos oferecesse pataniscas de bacalhau tão bem fritas e tão saborosas como só ele sabia cozinhar. Nem a minha avó era capaz de fazer pataniscas tão boas como as do senhor Afonso. A minha avó ficava triste por eu ter essa opinião, e dizia: - As pataniscas do velhote são boas porque sabem a fumo. Minha mãe ria-se. E eu respondia:
             - Então porque é que a avó não vai fritá-las a casa dele?
             - Era o que faltava, menino! – zangava-se minha avó Mariana.
             Quando vinha muita neve, nós não íamos à escola, que ficava muito longe da nossa aldeia, e o senhor Afonso também saía da casa para nos ajudar a fazer um grande boneco de neve. Púnhamos-lhe pauzinhos na cabeça a fazer de conta que eram cabelos. Uma cenoura para que o nariz ficasse bem comprido. Grãos de milho para que pudesse ver. Uma manga de uma camisola vermelha a fazer de conta que era uma gravata muito vistosa. E finalmente uma vassoura velha para que se transformasse numa bruxa e voasse de noite, se tivesse vontade.
             Depois, com as mãos dormentes, ríamos muito e corríamos ao encontro das fogueiras, para nos aquecermos. E o senhor Afonso recomendava:
             - Estejam atentos. Se ouvirem barulho saltem da cama. Se calhar, desta vez é que vai acontecer!
             Quando vinha a noite eu ficava muito ansioso. O que eu mais queria era ver o nosso boneco de neve a voar.
António Mota, Sonhos de Natal, Gailivro
Nuno Costa, em 25/5/2011

1.  Afinal, quantos anos tinha o senhor Afonso?
    R: Tinha setenta anos.

2.  Como era a cozinha do senhor Afonso?
    R: A cozinha era escura e pobre.

3.  Assinalo com X a opção correcta, de acordo com o texto.
    O senhor Afonso oferecia aos meninos…
        brinquedos de cana e pataniscas.
        pataniscas e brinquedos velhos.
        brinquedos de madeira e pataniscas de bacalhau. X

4. Quem é que ficava com ciúmes por o senhor Afonso cozinhar tão apetitosas pataniscas de bacalhau?
    R: Era a Avó Mariana.

5.  Embora fosse tempo de aulas, por vezes os alunos não apareciam na escola. Explico por que razão isso sucedia.
    R: Porque a escola ficava muito longe da aldeia e havia neve.

6.  Assinalo com X as frases que estão de acordo com o sentido do texto.
     Os bonecos de neve eram feitos com…
         neve, pauzinhos, uma cenoura e uma vassoura.
         neve, pauzinhos, uma cenoura e uma camisola.
         neve, pauzinhos, uma cenoura, a manga de uma camisola e uma vassoura. X

7.  Quando anoitecia, o menino ficava inquieto.
    Explico a razão desse comportamento.
    R: Estava ansioso para ver o boneco a voar.

8.  Escrevo a seguinte frase: “As pataniscas do velho são boas.”
                   no singular: A patanisca do velho é boa                                 
                   no passado: As pataniscas do velho foram boas                                     
                   no futuro: As pataniscas do velho serão boas

9.  Escrevo palavras da família de bruxa.
    bruxedo – bruxinha – bruxo – bruxinho  – bruxaria - embruxado     

10.  Do texto que li copio:
      dois nomes próprios                  dois nomes comuns                     dois verbos      
          Afonso                                         cenoura                                    ficava
          Mariana                                        vassoura                                    ver

11.  Da frase “As pataniscas são boas, no almoço.”, escrevo o GN, GV e o GM.
      Grupo nominal                              Grupo verbo                          grupo móvel
       As pataniscas                                 são boas                                 no almoço